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O meu olhar sobre o autoconhecimento

Eu devia ter 20 anos quando ouvi essa palavra pela primeira vez. Autoconhecimento. Palavra grande. Foi-me apresentada por uma pessoa muito especial. (Obrigada! Obrigada! Obrigada! Acho que nunca agradeci de verdade.) De imediato, não entendi. Parecia complicado. Importante. Assustador. Interessante também… Não lembro a explicação que recebi, mas me pareceu ter cara de ser algo possível só para pessoas superiores. Gente que já tinha conseguido muita coisa na vida, sabe? Para uma mera mortal que recém começava a viver, como eu, não sei se ia funcionar. Sabia que tinha a ver com pensar sobre a vida… Hoje, sei que tem a ver mesmo é com mudar a vida.

 

Junto a essa palavra, veio parar em minhas mãos um livro do Osho. Essa mesma pessoa me emprestou o Vida, Amor e Riso. Então, eu li. E nunca mais fui a mesma. Ou melhor, comecei a ser eu mesma. Eu me vi completamente extasiada com aquelas palavras, aquela visão, aquela sabedoria do Osho. Lembro de achar tudo tão lindo – e não utópico. Revolucionário. Como se eu dissesse: Sim! Sim!!! SIM!!! É isso mesmo!!! Eu, que sempre vi “o copo meio cheio”, havia encontrado alguém que acreditava que a vida realmente é para ser vivida. Com o Osho, eu tive certeza que você e eu viemos para esse mundo para sermos felizes. De verdade. No fundo, eu sempre quis ouvir isso de alguém.

 

Algo que o Osho diz e que, para muitos, pode soar estranho é que Deus está dentro de nós. Mais do que isso: Deus e eu somos a mesma pessoa. Em outras palavras: eu sou Deus. Se Deus me deu a vida, então eu também sou parte dele. E se eu sou Deus, eu sou amor. Com o Sagrado Feminino, percebi que dava para ir além disso. Eu sou Deusa. No feminino, com o “a” no final. Esse talvez tenha sido o momento em que me apaixonei por essa sabedoria ancestral. Percebi que, além de um ser humano, eu sou uma Mulher. E que isso significa tanto, tanto, tanto. Como nunca tinham me dito isso? E se eu não vim a esse mundo por acaso e ainda tive a dádiva de nascer Mulher, não posso passar por aqui em branco. Precisava ir mais fundo…

 

Para mim, autoconhecimento se traduz em uma ação que “liberta” todas as outras. Autoconhecimento é se perguntar. Se eu vim para esse mundo para ser feliz, por que sofro tanto? Por que me castigo tanto? Por que acho que não mereço ser amada? O que aconteceu que fez com que eu pensasse que mereço sofrer? Por que, mesmo não querendo brigar, acabo brigando? Faz sentido eu gastar tempo da minha vida, a única que tenho, fazendo algo que não gosto? Por que não consigo ser a Mulher que quero ser? Aliás, que Mulher eu quero ser? Por que essa Mulher que mora em mim não consegue se abrir de verdade para um Homem? Por que eu não consigo me entregar para o prazer? O que me faz me autossabotar? Por que tenho medo de ser quem sou? Quem quero ser daqui pra frente? Por que tenho medo de ser Deusa? Por que tenho medo de ser amor?

 

Autoconhecimento é estar consciente. Viver o presente. Aqui. Agora. Esse instante. O único que temos. Refletir. E agir. Errar. Aprender. Errar. Acertar. Sentir. Depois, pensar. Orar. Rezar. Cantar. Dançar. Pintar. Meditar. Silenciar. Acalmar a mente. Respirar. Respirar fundo. Respirar profundamente. Criar. Criar a vida que eu quero para mim. Pedir desculpas. Perdoar. Ovular. Menstruar. Nascer. Morrer. Ser. Deixar-se ser… Autoconhecimento é amar. Se amar.

 

Exercício Sagrado #13: Uma boa dica é começar a seguir nas redes sociais perfis de pessoas inspiradoras. Podem ser Mulheres ou Homens. Como sugestão, deixo a Fernanda Brener, a Kat Torres, a Isa Mezzadri e a Marcinha Bello. Eu adoro os textos que elas postam. De verdade, me fazem muito bem. Tem vááárias várias outras! Dê uma pesquisada. Já que estamos sempre ligadas nas redes sociais, por que não fazê-las também um canal de autoconhecimento? 🙂

 

Postado na Lua Minguante

 

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